Tecnologia a favor da educação

A única maneira de romper todas as barreiras que o Brasil tem em relação a todas as nações do planeta é a educação. O governo tem feito seu papel de forma significativa, mas os tempos mudaram. As pessoas se tornaram mais exigentes. Precisamos de mais, precisamos do melhor. A forma como os alunos participam de aulas modificou-se com o passar dos anos. Sejam em cursos livres, obrigatórios por empresas ou para melhorar nas carreiras profissionais, os alunos se tornaram mais exigentes.

A necessidade de diversidade de materiais educativos tornou-se prática comum. Os alunos não querem só um livro texto que simboliza a autoridade de onde emana o conhecimento. O mesmo ocorre com o quadro de giz que simboliza o ensino transmissivo no qual o professor apenas repete o que informa o livro. São comandos impositivos: resolvam, copiem, estudem e decorem. Aprendizagem mecânica. Embora a educação use de vários recursos audiovisuais e interativos os alunos ainda querem mais

Nos últimos 30 anos o conceito de educação mudou porque não é mais possível entender e aprender o mundo da mesma forma de antes. O conceito de aprender tornou-se diferente, muito mais dinâmico. Estamos ensinando as crianças a serem cidadãos conscientes. Há necessidade de interação social, criatividade e flexibilidade. Uma nova realidade onde o aluno necessita agir e interagir rapidamente diante de qualquer adversidade.

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O nível de informação que paira sobre nós dia a dia é inacreditável. Não temos só o jornal, ou a TV, ou o celular, ou o computador… temos TUDO. Tudo entra como informação. Quanto mais recebemos, mais queremos receber. Somos somente receptores sem esforço ou determinação. O importante é que viramos esponjas absorventes de dados, notícias, acontecimentos, querendo ou não. Isso também acontece com as crianças. Se não buscamos, recebemos através de mensagens via WhatsApp, via computador, via e-mail, mensagem, postagem ou outra qualquer forma tecnológica. Revoltas e indignações logo aparecem viralizando em vídeos do YouTube nos tornando cada vez mais envolvidos. O que importa é que nos tornamos tão acostumados a receber e encontrar informação através das telas que não queremos mais saber de outra forma ultrapassada.

 

Assim também acontece com a forma que encontramos instrução. Queremos aulas com vídeos, com textos digitais e livros eletrônicos. Nos tornamos famintos pelas tele aulas e não aceitamos senão tecnologia de ponta. Queremos recursos atrativos e jogos eletrônicos informativos, não aceitamos mais banalidades e tudo tem que estar adaptado aos nossos recursos do dia a dia.

 

Uma educação atuante e moderna não recusa a tecnologia quando é necessitária. Há uma preferência maior por recursos digitais, então buscam cada vez mais recursos que atraiam interesse dos alunos. Não aceitamos qualquer coisa, pois não temos mais tempo. Na verdade, tempo se tornou nosso maior aliado e nosso maior problema. Não queremos mais nada que tome nosso tempo e não informe de forma intuitiva ou inovadora.

Agora é a vez da tecnologia mudar a forma como aprendemos e ensinamos. Se antes os alunos eram educados para usar a tecnologia, agora usam a tecnologia para educar os alunos.

Todo este tipo de demanda incentiva a busca por melhores metodologias de ensino e aprendizagem. Estimula o desenvolvimento de cursos que usam melhores ferramentas e práticas disponíveis nesse crescente mundo novo. Somos uma geração mais exigente, precisamos de melhores e maiores tecnologias sempre. Há um ciclo interminável. Precisamos de mais tecnologia porque a tecnologia que temos nos deixa sem tempo para aprender e absorver informação da forma convencional. Da mesma forma por usarmos mais tecnologia no dia a dia ficamos cada vez com menos tempo.

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Estamos na “era da informação”, onde a cultura é globalizada. Uma realidade viva que envolve cada pessoa do planeta. Realidade que vem transformando as relações econômicas, sociais e culturais como um todo e seus significados de tempo e espaço. Houve uma integralização mundial em torno da cultura, o que era único de repente é de todos. Não há mais uma cultura individualizada. A partir do momento em que o inglês se tornou a língua mundial, há uma só compreensão. A mídia social alcançou todos os pequenos espaços desse planeta, não há desertos culturais. Se antes havia um certo eufemismo quando se falava em nos tornar um só ser pensante, hoje em dia é uma realidade.  Todos temos um só pensamento a respeito de algumas coisas porque as diferenças são tão insignificantes que não chegam a aparecer numa soma.

Quase todas as pessoas pensam o mesmo sobre Deus ou sobre o planeta, ou sobre sermos seres únicos no universo, sobre racismo ou sobre escravidão. Quase todos sorriem diante da foto de filhote de animal ou sobre o que é ou não engraçado, o que é ou não perigoso e o que é ou não real.

A tecnologia veio ampliar o acesso a alunos das mais dispersas e longínquas regiões. Também conseguimos personalizar a forma de aprender. As plataformas intuitivas já percebem a forma como estudamos. O que nós mais usamos e o temos mais dificuldade. Cada aluno segue o seu ritmo. A qualidade também mudou, oferecendo recursos digitais cada vez mais diversificados, interativos e dinâmicos. Os professores têm oportunidade de criar estratégias pedagógicas, com muito mais autonomia para os alunos.

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Hoje em dia, adultos na sua maioria não tem disponibilidade e tempo para estudar de forma presencial. São muitas as vantagens de estudar online. Compreende-se a situação visto o momento evolutivo em que estamos. Estudar online tem vantagens extras. Não é gasto o tempo de percurso entre a casa e a faculdade, curso ou similar.  Os feriados e finais de semana são itens diminuídos do tempo da faculdade presencial. Como se não fosse suficiente estudando em casa o aluno pode melhorar a qualidade de vida praticando um esporte, comendo comida mais saudável, tudo dentro da sua preferência de conforto (luz, ventilação…).

Além disso se o aluno estuda melhor pela manhã, noite, ou madrugada, o professor online estará lá. Da mesma forma o material estará disponível no momento em que for mais conveniente para ele.  São 24 horas por dia, 7 dias por semana! Ele pode montar seu roteiro de estudo ou um plano de estudo semanal. Pode-se dizer que o suporte online é até mesmo melhor que o presencial pois as plataformas têm sempre resumos em pdf, planos de estudo, simulados e uma vasta disponibilidade de material em e-books.

Hoje em dia os alunos dispões de tecnologias de ensino de vulto significativo através do AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) como: aulas virtuais, objetos de aprendizagem, simuladores, fóruns, salas de bate-papo, conexões a materiais externos, atividades interativas, tarefas virtuais (webquest), modeladores, animações, textos colaborativos (wiki), blogs, podcasts, e-portfolios, social networking, social bookmarking, photo sharing, second life, online forums, vídeo messaging, YouTube, audiographics, dentre outros.

O ambiente virtual de aprendizagem vem disponibilizar para os alunos inovações que todos queremos e precisamos.

Se tudo isso ainda não for vantagem para aluno aparece a derrota do grande vilão: o custo financeiro. Um curso online é no mínimo 60% mais barato que o presencial se levando em conta mensalidade, vestimenta, alimentação e trajeto.

Realmente estamos numa nova era, em que toda a tecnologia disponível logo será muito pouco em relação ao que precisaremos. Por enquanto temos o que precisamos. Num esforço único de encontrar um caminho adequado educadores e governos buscam adequar-se aos novos tempos para proporcionar aos alunos uma experiência melhor de aprendizagem. Ao mesmo tempo os alunos tornam-se cada vez mais autodidatas seja por imposição dos novos tempos seja pela falta de tempo que dispõe. Como será o futuro da educação não temos certeza, mas certamente será evolutivo acompanhando as necessidades e tendências do mercado de trabalho.

 

Autora: Janete Rocha.

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